Os diretores dos sindicatos de técnicos e professores das universidades paranaenses estiveram hoje em Maringá para cobrar uma resposta rápida do governo do Estado sobre a definição da data base, tendo em vista que os servidores estaduais estão desde 2015 sem reposição salarial.

Como o governador Ratinho Jr. está há três dias em Maringá com toda sua equipe de governo, os sindicalistas foram recebidos por Aldo Bona, responsável pela Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

“Apresentamos um requerimento em que pedimos uma reunião oficial com o governo, já que as notícias que estão sendo veiculadas pela imprensa preocupam muito os servidores das universidades. O superintendente, após a conversa que tivemos com ele, prometeu receber-nos em Curitiba no dia 22 de maio, às 8 horas da manhã, para dar uma resposta definitiva”, disse o presidente do SINTESPO, Plauto Coelho.

De acordo com o secretário-geral do SINTESPO, José Luiz Rocha, a situação é grave. “Os servidores estão com salários defasados em mais de 17%, um cenário insustentável. Queremos que o governo negocie e defina logo um calendário de reposição da inflação desse período”, salientou.

Também esteve presente no encontro Lauro José Muller, diretor de Aposentados e Seguridade Social do SINTESPO, que destacou a luta do sindicato nos últimos meses. “Estamos constantemente em Curitiba e hoje fomos até Maringá cobrar o governo. Queremos que a reposição seja feita ainda no mês de maio, mas o governo ainda não conseguiu resolver o problema. Estamos atentos e vamos atuar para que haja uma resolução rápida, pois a categoria não aguenta mais esperar tanto tempo”.

No ofício entregue ao superintendente, os sindicatos alertam o governo sobre a preocupação dos servidores e sobre os rumos que a negociação está tomando, com anúncio de corte de verbas das universidades e contingenciamento de recursos.

 

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