Representantes dos diversos sindicatos ligados ao Fórum das Entidades Sindicais (FES) se reuniram na manhã desta segunda-feira, 18, com o deputado estadual Hussein Bakri, líder do governo Ratinho na Assembleia Legislativa, para expor as reivindicações do funcionalismo público.

Dentre os assuntos discutidos com a liderança, o mais urgente foi a reposição da inflação para os salários dos servidores (data base) que não acontece desde 2016 e neste ano pode elevar as perdas a 16%.

Também foram discutidos outros temas como o fim das práticas antissindicais como corte de gratificações e adicionais para os dirigentes liberados, o pagamento das promoções e progressões para todas as categorias de servidores, reposição de pessoal, saúde do trabalhador com a humanização das perícias, aprovação do Projeto de Lei sobre Política de Atenção à Saúde Integral dos Trabalhadores, além das questões ligadas ao Paranaprevidência.

O deputado Hussein Bakri prometeu aos integrantes do FES que haverá diálogo sobre todos os assuntos. “Primeira coisa, muita conversa, muito diálogo e nada goela abaixo como aconteceu no governo passado. Eu pedi ao governo Ratinho para que tudo tenha debate. Disse que não quero mais projeto em regime de urgência e que tudo deve ser construído no diálogo. Eu posso garantir para vocês que o diálogo não vai faltar”, disse o deputado.

Durante o encontro com o FES, a liderança do governo marcou uma reunião com o chefe da Casa Civil, Guto Silva, para o próximo dia 27 de fevereiro. A intenção é definir os interlocutores do Executivo que irão tratar dos temas com os representantes do FES e estabelecer uma mesa permanente de negociação. “O governador tem dito constantemente que quer construir com os servidores algo permanente que dure pelos quatro anos de mandato para que não haja todo ano o desgaste relativo à data base”, disse Bakri.

O vice-presidente do SINTESPO, Roberto Rodrigues, questionou o deputado Bakri durente a reunião com relação à reposição dos servidores. “Todo ano há muitas perdas, seja por aposentadoria, falecimento ou exoneração, mas esses servidores não são repostos. Há muita defasagem e as universiades estão trabalhando no limite”, salientou.

Para o secretário-geral do SINTESPO, José Luiz Rocha, a reunião teve resultado positivo. “Nesse momento, é importante que o diálogo seja estabelecido. Pelo menos foi isso que o líder do governo na Assembleia prometeu. Precisamos e queremos estar presentes em todas as decisões. Nossa voz precisa ser ouvida e respeitada”, disse.

O presidente do SINTESPO, Plauto Coelho, salientou a união das categorias para reivindicar seus direitos. “Estou vendo que há muita força quando todos se juntam para pressionar o governo. Dentro do SINTESPO isso também tem acontecido, com os diretores trabalhando intensamente, seja na base com a categoria ou com as instâncias do Legislativo e Executivo estadual”, disse, salientando que a categoria só poderá ter vitórias expressivas se os servidores fortalecerem o sindicato e se filiarem. “Quando o governo perceber que os sindicatos estão fortes, com muitos filiados e exercendo seu direito de reivindicação, nossa voz tem um peso muito maior. Por isso estamos trabalhando firme também numa campanha de filiação e refiliação junto ao funcionalismo da UEPG”.

FILIE-SE AO SINTESPO

Confira o ofício direcionado ao governador e entregue ao líder do governo.

 

 

 

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