A todo momento, governantes e políticos sem compromisso com a população tentam alterar a legislação para ampliar a contratação de terceirizados nos serviços públicos.

Para que há tanto interesse em tirar o servidor público do papel central de acolhimento à população e repassar para quem pretende lucrar sobre as necessidades da população? Vejamos:

  1. Para atender interesses de setores específicos da sociedade

Muitos governantes colocam as demandas das elites econômicas acima das necessidades dos cidadãos comuns. Porém, para atendê-las, é preciso ter funcionários que se sujeitem a obedecer qualquer ordem (principalmente se puderem ser intimidados).

Este não é o caso dos servidores públicos, que são protegidos pela estabilidade no emprego e, por isso, podem resistir às pressões de governantes movidos por interesses particulares.

Logo, para esses políticos, é melhor reduzir o número de funcionários concursados e aumentar a quantidade de indicados políticos e terceirizados. Isso facilitará para que seus interesses sejam atendidos.

 

  1. Para usar o orçamento público para atender compromissos políticos

Ao priorizar o interesse de grupos privados, governantes abrem o caminho para corrupção eleitoral e financeira (desvios de verbas públicas). Com isso, apoiadores e partidos políticos saem ganhando às custas da precarização dos serviços públicos.

Muitos políticos são eleitos com suporte e financiamento de empresários e, quando assumem seus cargos, passam a trabalhar para atender as demandas de seus apoiadores. Tornam-se “despachantes” de grupos econômicos e farão de tudo para beneficiá-los, inclusive dando oportunidades para que ocupem o espaço público e assumam atividades que antes eram executadas por servidores de carreira (concursados).

A terceirização acaba servindo como moeda de troca em uma relação nada saudável entre governantes e empresários. Com ela, poder público substitui a transparência, a isenção, o equilíbrio e a lisura das relações por um objeto de barganha que só interessa aos poucos envolvidos.

 

  1. Para que alguém lucre com os serviços públicos

Para facilitar a entrega dos serviços públicos para a iniciativa privada, a tática mais comum é sucatear os serviços estatais.

Quando os investimentos deixam de ser feitos nos níveis adequados,  os serviços se tornam cada vez mais precários e perdem qualidade. Arma-se aqui a justificativa para a terceirização ou mesmo para a privatização.

Ao mesmo tempo, tentam enganar a população dizendo que o servidor público é oneroso ao Estado e por isso deveria ter seu salário congelado, direitos retirados e cargo ocupado (pela terceirização de mão de obra ou por indicados políticos).

Mas via de regra as indicações políticas ou a terceirização geralmente se transformam em gatos mais elevados, com a contratação de uma mão de obra cara, despreparada e sem comprometimento com as necessidades da população e com a preservação do bem público.

É muito diferente da realidade dos servidores públicos concursados, que são altamente qualificados, estão em constante aperfeiçoamento e são orientados pelo dever de atender as demandas sociais.

Uma sociedade melhor começa na valorização dos servidores, no respeito aos recursos públicos e no investimento para ampliação dos atendimento à população. Só assim teremos transparência nas despesas do Estado, fiscalização da gestão pública e boa aplicação de nossos impostos.

Por isso, as terceirizações dos serviços públicos vão contra os interesses da maioria da sociedade.

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