A aprovação, pelo Senado Federal, do Projeto de Lei Complementar (PLP) 143/2020, que autoriza o descongelamento do tempo de serviço dos servidores públicos durante a pandemia, abre uma nova etapa de luta no Paraná. Embora o direito ao reconhecimento do período esteja assegurado em âmbito nacional, a efetivação do descongelamento e do pagamento dos benefícios dependerá de mobilização sindical e pressão política sobre o Governo do Estado.
O projeto foi aprovado com 62 votos favoráveis, 2 contrários e 2 abstenções, na forma do parecer do relator, senador Flávio Arns (PSB/PR), e segue agora para sanção presidencial.
O que o projeto garante — e o que ainda não está garantido
O PLP 143/2020 altera a Lei Complementar nº 173/2020, revogando as restrições que impediram a contagem do tempo de serviço dos servidores públicos entre 27 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021. Com isso, o período da pandemia volta a contar para benefícios como:
No entanto, o texto não determina automaticamente o pagamento desses direitos. Ele autoriza cada ente federativo a editar leis próprias para regulamentar tanto o reconhecimento do tempo quanto o pagamento retroativo dos benefícios.
No Paraná, decisão será política
No caso das universidades estaduais e do funcionalismo paranaense, o descongelamento depende diretamente de iniciativa do Governo do Estado e da tramitação de legislação específica. Sem essa regulamentação, o direito reconhecido em nível federal pode ficar apenas no papel.
Esse cenário exige atenção redobrada da categoria, já que experiências anteriores mostram que o governo estadual costuma postergar ou condicionar direitos dos servidores a critérios fiscais e políticos, mesmo quando há respaldo legal.
A luta agora é no Estado
Para o SINTESPO, a aprovação do PLP 143/2020 representa um avanço importante, mas deixa claro que a conquista só será completa com mobilização no âmbito estadual. Será fundamental pressionar o Governo do Paraná para que:
O sindicato seguirá acompanhando os desdobramentos e reforça que nenhum direito se efetiva sem organização coletiva.
Sindicato dos Técnicos e Professores da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa)
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