O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta segunda-feira (26), no Palácio Iguaçu, que o programa de colégios cívico-militares será implementado em 215 colégios estaduais de 117 municípios de todas as regiões do Estado a partir de 2021. O investimento direcionado a cerca de 129 mil alunos será de cerca de R$ 80 milhões. É o maior projeto do País nessa área.

A direção do SINTESPO vem a público manifestar seu mais completo repúdio a tal iniciativa. O processo de implantação é ditatorial, realizando apenas uma consulta à comunidade escolar para “oficializar a indicação”. Ou seja, ao que parece, a opinião de pais, alunos e professores, se for contrária, não será considerada.

A proposta está mascarada com objetivos como atuação contra a violência; promoção da cultura da paz no ambiente escolar; criação de novas possibilidades de integração da comunidade escolar; garantia da liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; e auxílio no enfrentamento das causas de repetência e abandono escolar.

No entanto, é sabido que outras experiências do mesmo nível em outros estados tem resultado em abandono escolar, desmotivação e consequente demissão de professores, militares armados dentro das escolas, rigidez excessiva, punições como expulsão, por exemplo, desrespeito à diferenças étnicas, comportamentais e de orientação sexual e doutrinação ideológica.

“Para nós que trabalhamos com os alunos egressos do ensino médio público, isso pode afetar bastante o aprendizado, que é plural nas universidades. Nas licenciaturas formamos futuros professores e não conseguimos enxergar como os militares, que tem sérias dificuldades para conter a violência na sociedade, podem colaborar para melhoria do aprendizado dentro das escolas”, diz o presidente do SINTESPO, Plauto Coelho.

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