Os diretores do SINTESPO, juntamente com a coordenação do Fórum das Entidades Sindicais (FES), se reuniram nesta terça-feira, 10, com o secretário de Administração e da Previdência (SEAP), Reinhold Stephanes, para entregar o ofício ao governo com as pautas da campanha salarial de 2020.

A principal reivindicação é a reposição dos índices inflacionários nos salários dos servidores do Executivo, defasados desde 2017, acumulando perdas de mais de 18%. Os sindicalistas solicitaram composição, em caráter de urgência, de uma mesa de negociação para discutir o assunto, tendo em vista que maio, mês da data base, está próximo.

Outros pontos da pauta dizem respeito à valorização do servidor, manutenção dos planos de carreira sem mais retirada de direitos, concurso público emergencial e efetivação dos aprovados em concursos anteriores, melhorias na assistência à saúde, regionalização das perícias médicas e regulamentação da reforma da previdência e da lei que mudou regras para obtenção de licenças especiais.

O conjunto de sindicatos também cobrou postura do governo em relação à práticas antissindicais, como diminuição de salários através da retirada de adicionais e respeito à autonomia do trabalho dos sindicalistas.

“A negociação com o governo nunca é fácil, mas estamos atentos e vamos cobrar com firmeza a data base. Não é possível que os servidores continuem com uma defasagem tão grande em seus salários. Além disso, o SINTESPO vai fazer parte da luta conjunta contra a retirada de direitos dos servidores públicos, prática que tem se mostrado constante nesse governo”, disse Pedro Blasczak, diretor de Patrimônio do SINTESPO.

Para o presidente do SINTESPO, Plauto Coelho, o momento é difícil. “Sabemos que os governos escolheram os servidores públicos para pagar a conta da crise atual. Mas também sabemos que sem investimento público e valorização dos servidores, a crise tende a se perpetuar. Agora é trabalhar para convencer a população e o governo de que investir no servidor é bom para a economia. Não vamos deixar de lutar pelos direitos dos trabalhadores”, salienta.

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