Os intensos ataques do governo do Paraná contra os servidores públicos encontraram grande resistência dos sindicatos neste ano de 2019. Foi para debater as ações realizadas nos últimos meses e planejar os próximos passos que os integrantes do Fórum das Entidades Sindicais (FES) se reuniram nesta quinta-feira, na sede da APP- Sindicato.

A direção do SINTESPO esteve presente para falar sobre a colaboração do sindicato no conjunto das representações de servidores estaduais. “Foi um ano muito difícil para o funcionalismo público. O governo federal conseguiu aprovar a reforma da previdência e isso vai ter impacto em muito pouco tempo nos Estados. Por esse motivo, estamos atentos e planejando a luta contra a reforma da previdência estadual. Temos informações que o governo quer implementar esse projeto o quanto antes e temos que estar preparados”, disse o vice-presidente do SINTESPO, Roberto Rodrigues.

Na avaliação do presidente do SINTESPO, Plauto Coelho, há também um saldo positivo, apesar dos governos continuarem na tentativa de retirar mais direitos dos trabalhadores. “Nossa categoria está unida e forte como nunca. Com as dificuldades, estamos todos solidários uns com o outros e vamos trabalhar firme para reconquistar direitos perdidos e manter os que ainda restam. A sociedade também está percebendo a importância de um serviço público de qualidade e valorizando mais os servidores”, disse.

Durante a reunião, a coordenação do FES também falou sobre as emendas apresentadas pelos sindicatos à Lei Orçamentária Anual aos deputados da Assembleia Legislativa. “Neste ano, além das emendas sobre a data-base, solicitamos também recursos para a Conferência de Saúde. Em todas as categorias há pessoas adoecidas vítimas de assédio e de outras práticas abusivas. Na reunião que fizemos ontem na sede da APP, pedimos à direção de todos os nossos sindicatos para que façam um levantamento dessa situação”, disse a professora Marlei Fernandes, da coordenação do FES.

O FES também apresentou emendas para garantir a data-base 2020 e a reposição inflacionária dos últimos quatro anos, período em que o salário dos servidores ficou congelado.  “Apresentamos uma emenda para que o governo reduza as isenções fiscais a grandes empresas. O governo deixa de arrecadar por ano cerca de 11 bilhões de reais, dinheiro mais do que suficiente para pagar os servidores e ainda fazer muito invetimento em saúde, educação, segurança e outras áreas. Outros estados como Santa Catarina, por exemplo, já reduziram as isenções e as empresas não quebraram e continuam gerando empregos”, detaca Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato e integrante da coordenação do FES.

Todas as emendas passarão a partir de agora pela relatoria da comissão especial da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), onde serão analisadas. Posteriormente, as que forem aprovadas são acrescentadas à LOA e ao Plano Plurianual (PPA). Existe ainda a possibilidade de serem feitos destaques para que essas emendas sejam acolhidas por outros(as) deputados(as).

 

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