Novamente o governador Ratinho Jr., por meio da imprensa, disse que não vai haver reposição salarial para os servidores do Poder Executivo do Paraná. Segundo ele, para que o funcionalismo público recebesse o que lhe é assegurado por lei, o governo teria que aumentar impostos.

Segundo o economista do Fórum das Entidades Sindicais, isso não corresponde à realidade. Já foi demonstrado para o governo que há condições de pagar a reposição da inflação dos últimos 12 meses, que é de 4,94% e parcelar o restante da dívida do Estado com os servidores.

Os servidores já deram sua parcela de contribuição para arrumar as contas do Estado. Em 2014, quando o ex-governador deixou um rombo de 7 bilhões de reais, foi do dinheiro da previdência do funcionalismo que foram tirados os recursos. Hoje, o rombo do fundo já soma 6 bilhões de reais. Além disso, ao não pagar o que deve ao funcionalismo nos últimos 42 meses, o governo segurou em seus cofres outros 3,5 bilhões de reais. Mais ainda, ao reduzir o pagamento da hora atividade, o governo já segurou outro bilhão e meio de reais.

“O funcionalismo público está cobrindo as despesas do governo há mais de quatro anos. A irresponsabilidade dos governantes está sendo bancada com o dinheiro dos servidores. Isso é muito grave. Ao mesmo tempo em que nega a justa reposição salarial para o serviço público, o governo anuncia recursos para muitas outras obras e programas. No entanto, como o próprio Ratinho Jr. disse quando era candidato, são os servidores que tocam o Estado”, disse o presidente do SINTESPO, Plauto Coelho.

Plauto ainda reafirma a disposição do SINTESPO para a greve. “Sem servidores, não há obras e o governo não funciona. Se o posicionamento do governador não mudar até o dia 25, infelizmente não vamos ter outra alternativa que não seja a greve”.

Para o vice-presidente do SINTESPO, Roberto Rodrigues, a greve não é boa para ninguém. “Infelizmente, o governo estadual segue os mesmos passos do governo federal, atacando os funcionários públicos. Para nós, servidores, é muito triste e difícil optar pela greve. Mas todas as nossas tentativas de diálogo com o governo foram fracassadas. O governador sequer apresentou uma proposta e só fala com a gente através da imprensa e de seus secretários e assessores. Quando em campanha ele disse que a primeira coisa que iria fazer era conversar com os servidores e apresentar um plano de reposição, mas não fez isso até agora”, disse.

 

 

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