No último dia 7 de junho, em Assembleia Geral, os técnicos e professores filiados ao SINTESPO aprovaram o indicativo de greve por conta da indefinição do governo do Paraná a respeito da reposição da inflação para os servidores. Os salários estão congelados há mais de três anos e a defasagem já ultrapassa o índice de 17%, o que representa dois meses de salário perdidos por ano.

“Estamos há 42 meses sem ter o reajuste da inflação e o governo até agora não apresentou nenhuma proposta para resolver esse impasse. Por esse motivo, foi aprovado o indicativo de greve a partir de 25 de junho próximo. Nesse dia, o Sintespo vai promover outra assembleia geral programada para acontecer a partir das 8h30. Será quando vamos definir o comando de greve e delimitar as ações do movimento”, disse o presidente do SINTESPO, Plauto Coelho.

Para o vice-presidente do SINTESPO, Roberto Rodrigues, o momento é de união. “Mais de 30 categorias de servidores estão mobilizadas para iniciar a greve. Além disso, categorias como a das polícias militar e civil, e também a dos agentes penitenciários, pretendem apoiar o movimento fazendo algumas ações, já que por lei não podem interromper suas atividades. A insatisfação é geral. Se o governo não apresentar nenhuma solução, a greve por tempo indeterminado parece ser a única medida a ser tomada”, afirma.

Diretores do SINTESPO também participaram na manhã da última terça-feira, de mais uma mobilização realizada pelo Fórum das Entidades Sindicais (FES) em frente ao Palácio Iguaçu. Com a pressão, o governador Ratinho Junior (PSD) recebeu deputados estaduais que compõem a bancada de Defesa do Serviço Público.

A coordenação do FES explicou que o governador não apresentou proposta para pagamento da reposição salarial do funcionalismo, mas teria informado aos deputados que ainda está discutindo o assunto com sua equipe.

No período da tarde, o comando estadual para a greve unificada dos servidores esteve reunido. Os representantes dos trabalhadores deram continuidade nos preparativos da paralisação por tempo indeterminado a partir do próximo dia 25.

Professores e funcionários de escola da rede pública já aprovaram adesão à greve. A assembleia da APP-Sindicato aconteceu no último sábado (15). Servidores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) também confirmaram adesão. A assembleia foi nesta terça (18).

Outras categorias têm assembleias marcadas para os próximos dias. O indicativo é de que até os militares vão aderir ao movimento.

Pauta unificada

Pagamento da Data-base;

Retirada do Projeto de Lei Complementar 4/2019 da ALEP que destrói a carreira do funcionalismo público estadual;

Abertura de concurso público;

Defesa da Previdência Pública;

Humanização da perícia médica no Estado;

Melhores condições de atendimento da saúde dos(as) servidores(as);

Garantia do direito de greve e retirada das faltas atribuídas ilegalmente;

Concessão de licenças especiais.

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