Os representantes dos sindicatos dos técnicos e professores das universidades estaduais e a Superintendência de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior devem compor no segundo semestre desse ano uma mesa de negociação para discutir e elaborar critérios para elaboração de uma política referente aos planos de carreiras dos servidores das Instituições Estaduais de Ensino Superior (IEES).

Esse foi o resultado da reunião que ocorreu nesta quarta-feira, 22, entre os sindicalistas e o superintendente da pasta, professor Aldo Bona. “Sentamos para colocar nossas preocupações sobre vários aspectos da carreira do funcionalismo público ligado às universidades, desde previdência, promoções e progressões, saúde, além do reajuste referente à inflação para os salários, atrasado desde 2016. O superintendente ainda não recebeu notícia do governo sobre a data base, mas ficou acordado que os outros temas serão discutidos a partir de uma comissão permanente de negociação”, disse o presidente do SINTESPO, Plauto Coelho.

Para o vice-presidente do SINTESPO, Roberto Rodrigues, o diálogo está aberto e há avanços. “O novo governo tem se colocado à disposição para discutir, o que é saudável. No entanto, a carreira dos servidores sofreu inúmeros retrocessos com a política adotada no governo anterior e há muita insatisfação por parte do funcionalismo. Queremos transparência e boa vontade, pois a categoria não suporta mais que os dirigentes eleitos penalizem os servidores”.

Sobre a data base, ou seja, a reposição do índice inflacionário dos últimos três anos para os trabalhadores do Estado, o Fórum das Entidades Sindicais está mobilizado e na semana que vem haverá uma reunião definitiva sobre o assunto no dia 27, quando o governo deverá apresentar sua proposta.

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