Sindicatos de servidores de todo o Estado do Paraná estão se programando para um dia de paralisação no próximo 29 de Abril, data em que é rememorado o massacre ocorrido contra o funcionalismo público ocorrido em 2015 em frente à Alep.

A mobilização é uma resposta à lentidão do governo em definir a reposição da inflação nos salários, que não acontece há três anos e que já acumula 16%. O Fórum das Entidades Sindicais (FES) reafirma que a data-base é prioridade para as categorias, além de uma pauta comum aos(às) servidores(as) que não vem sendo atendida.

Além da lentidão do governo em fixar o índice de reposição, o governo está instituindo um grupo de estudo para estender o Meta 4, sistema que tira a autonomia das universidades, para todos. Consideramos isso muito inadequado e não podemos aceitar. Nós, do SINTESPO, iremos nos juntar à mobilização e cobrar os direitos dos servidores”, disse o vice-presidente, Roberto Rodrigues.

Vamos mostrar a força do funcionalismo, que já não aceita mais que nossos salários fiquem defasados como estão. As perdas se acumulam, além de outras pautas que também temos, como o Paranaprevidência, perícias de saúde regionalizadas, entre outras coisas”, disse o presidente do SINTESPO, Plauto Coelho.

No dia 14 de abril o FES levará ao líder do governo, o deputado Hussein Bakri (PSD), um ofício reforçando que as categorias não aceitarão nenhuma proposta de retirada de direitos. “Nós não vamos aceitar a retirada de nenhum dos direitos de carreira. É inadmissível que propostas de fim de licenças e do quinquênio estejam circulando nos corredores deste governo. Nós já derrubamos um Pacotaço e estamos prontos para, novamente, sair em defesa do que nos é de direito por lei”, antecipa da coordenadora do Fórum, professora Marlei Fernandes de Carvalho.

Como forma de organizar a paralisação e explicar à sociedade os motivos que levaram os(as) servidores(as) a uma greve unificada, o FES convida para Audiência Pública sobre a data-base, marcada para o dia 23 de abril às 17h no Plenarinho da Alep.

Na semana passada, o Fórum apresentou ao secretário de de Administração e Previdência do Estado (Seap), Reinhold Stephanes, estudos atualizados que comprovariam a capacidade financeira do Estado de promover o reajuste. As entidades solicitzm o pagamento dos 11,53% atrasados mais a previsão de 4,22% (referente a previsão sobre o acumulado da inflação referente ao último ano). Uma dívida que totalizará algo muito perto dos 16,24%.

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