A proposta de reforma da previdência enviada ao Congresso Nacional pelo Planalto é extremamente prejudicial aos trabalhadores, penalizando fortemente a categoria dos professores. Além disso, um aspecto importante é a diminuição dos benefícios de acordo com o cálculo da média salarial. Entenda:

Média salarial

O cálculo para o valor do benefício passará a contabilizar todos os salários e não mais os 80% mais altos, como é hoje. Com isso, o valor do benefício das futuras aposentadorias será bem menor, pois ninguém entra no mercado de trabalho com altos salários.

Professores

Os professores e professoras serão uma das categorias mais penalizadas, se a reforma for aprovada.

A PEC prevê idade mínima obrigatória para aposentadoria da categoria de 60 anos para homens e mulheres e aumenta o tempo mínimo de contribuição para 30 anos. Quem cumprir esses requisitos terá direito a 80% do valor do benefício. Para ter direito a 100% do benefício é preciso contribuir durante 40 anos.

Pelas regras atuais, as professoras se aposentam com benefício integral quando completam 50 anos de idade e 25 anos de contribuição e os professores, 55 anos de idade e 30 anos de contribuição.

Para a direção do SINTESPO, essas duas modificações retiram direitos adquiridos dos trabalhadores. “A proposta de reforma praticamente não tem nenhum ponto que beneficia os trabalhadores. O governo diz que pretende cortar privilégios, mas ataca principalmente quem recebe salários menores e não os grandes beneficiados atualmente como políticos e o andar de cima do Judiciário. A direção do SINTESPO é absolutamente contra a retirada de direitos dos trabalhadores”, disse o presidente, Plauto Coelho.

A direção também informa que vai participar de todas as mobilizações contrárias a reforma e informar seus sindicalizados sobre os pontos mais problemáticos da proposta de reforma. “É importante que a população tenha informação de qualidade sobre essa medida e vamos trabalhar para esclarecer nossos sindicalizados e a sociedade em geral”, disse o vice-presidente do SINTESPO, Roberto Rodrigues.

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