A reforma da previdência propostas pelo Planalto e entregue ao Congresso Nacional vai prejudicar mais as mulheres do que os homens.

Pelas regras atuais, por exemplo, uma mulher de 55 anos e com 25 anos de contribuição teria de trabalhar mais cinco anos para se aposentar por idade e conseguir receber o benefício integral. Ou seja, estaria aposentada aos 60 anos e com 30 anos de contribuição.

Já pelas regras de transição propostas pela presidência da República, que quer implementar a idade mínima de 62 anos para as mulheres, essa mesma mulher terá de trabalhar mais sete anos (55+7 = 62) para se aposentar por idade. Ainda assim, ela só chegaria a 32 anos de contribuição (25+7 = 32) e não se aposentaria com o benefício integral, que, pelas novas regras, vai exigir, no mínimo, 40 anos de contribuição.

No caso das professoras é mais grave ainda. Hoje, se formos observar especificamente os professores da iniciativa privada, não existe uma idade mínima, mas um tempo de contribuição, que no caso são 25 anos para as mulheres e 30 para os homens. Na proposta do governo se impõe no mínimo 60 anos de idade e no mínimo 30 anos de contribuição. O que obrigará a ficar em sala de aula até completar esses 60 anos. Os trabalhadores de escola, no regime geral, terão que ir até os 65 para homens e 62 para mulheres.

*Esse texto contem informações da economista do Dieese, Anelise Magnanelli, retiradas de uma entrevista dada ao site Extra Classe e da professora de Economia e Relações do Trabalho do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas (Cesit-Unicamp) Marilane Teixeira, em entrevista dada ao Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Os textos originais podem se acessados nos links abaixo

http://spbancarios.com.br/02/2019/reforma-da-previdencia-de-bolsonaro-prejudica-mais-mulheres-do-que-homens

https://www.extraclasse.org.br/exclusivoweb/2019/02/mulheres-sao-as-principais-atingidas-por-reforma-da-previdencia/

 

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